29 de mai de 2013

Lançamento de livro! Não perca!

Na próxima semana teremos o lançamentro do livro "As crianças e os desenhos animados: mediações nas produções de sentidos", de Adriana Hoffmann Fernandes, em dois momentos: na segunda-feira à noite no "Redes" (na UERJ) e na quarta-feira à noite na IV Semana de Educação da UNIRIO.
Escolha o seu dia e venha nos encontrar!


Participação e convite para a IV Semana de Educação da UNIRIO

Entre os dias 03 a 09 de junho, a Escola de Educação da UNIRIO promoverá a IV Semana da Educação UNIRIO, que terá como tema "Educação: mudanças e continuidades".
Neste evento, acontecerão: mesas-redondas, com a participação de palestrantes da UNIRIO e de outras universidades.
Na ocasião, o grupo cinenarrativas, se fará representar com a comunicação oral de Thamyres Dalethese "Narrativas e experiências atravessadas por filmes no Cine CCH na UNIRIO" e Mirna Juliana acerca de "Cineclubes universitários e a formação de seus participantes".
As duas acontecerão na terça-feira, dia 04/06, à tarde.
Teremos também a oficina dirigida por Renata Gazé: "Livros Animados" (quinta-feira à noite) e outra oficina ministrada por Margareth Olegário: Livro e Vídeo - "O Pequeno Príncipe" (terça-feira à noite).
Para maiores informações, acesse:

 Margareth Olegário

28 de mai de 2013

Rumo ao Redes

Na próxima semana, de 03 a 06 de junho, acontecerá na Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) o VII Seminário Internacional “As Redes Educativas e as Tecnologias”, desta vez com o tema “transformações e subversões na atualidade”.

O grupo de pesquisa estará presente no “Redes”, apelido pelo qual o seminário já se tornou conhecido entre nós, apresentando seus estudos e pesquisas e colaborando nas reflexões.

A proposta desta sétima edição do seminário é discutir a atualidade e as transformações e subversões nos conhecimentos, visão de mundo, tecnologias e redes educativas que as caracterizam.

As integrantes do grupo de pesquisa apresentarão seus trabalhos nos eixos “Estudos de Infância e Juventude: transformações e subversões na atualidade” e “Redes Educativas, Cotidianos e Práticas Culturais: transformações e subversões na atualidade “. Certamente vão colaborar para o enriquecimento das reflexões e para a troca de experiências entre colegas, estudantes e pesquisadores de áreas afins.

O trabalho da graduanda em Pedagogia Renata Ferreira busca entender como as crianças estabelecem sua relação com o cinema e que tipo de narrativas produzem a partir da participação em um cineclube criado na escola, que é parte integrante de uma pesquisa-intervenção realizada em parceria com a mestranda em Educação Érica Rivas, que apresentará seu trabalho trazendo reflexões acerca do conceito de infância discutido por diferentes pesquisadores e o conceito de infância trazido pelas próprias crianças de hoje, a partir da discussão de filmes que tem crianças como protagonistas.

Joana Milliet, mestranda em Educação, falará sobre a produção do cinema de animação na escola a partir da análise da obra do animador Frédérik Back.
Lucinéia Batista, também mestranda em Educação, falará sobre os desafios das tecnologias à escola da Contemporaneidade, a partir de algumas apostas feitas por François Dubet e Henry Jenkins.

Nilceia Lopes Lemos, graduanda em Pedagogia e Adriana Hoffmann Fernandes, doutora em Educação e Mídia, falarão sobre as produções de filmes por jovens universitários, com foco especial no cinema como aspecto de formação destes jovens e as contribuições deste público como sujeitos ativos e participantes de nossa cultura.

E, por fim, a mestre em Educação Kelly Maia Cordeiro, apresentará seu trabalho mostrando as relações que os jovens estabelecem com o cinema fora da escola e o que podemos perceber sobre o cinema no contexto da cibercultura.

Fique de olho nos dias e horários da apresentação de cada uma:
“As crianças e suas relações com o cinema – reflexões de uma pesquisa no ensino fundamental.” Por Renata Ferreira.
Dia: 05 de junho
Hora: 15h30 às 17h
Sessão 8 – Auditório PropEd

“Olhares e narrativas das crianças com os filmes: reflexões sobre a infância”. Por Érica Rivas.
Dia: 05 de junho
Hora: 15h30 às 17h
Sessão 7 – Sala 10032D

“Animação na escola: refletindo sobre a arte da animação através da pedagogia de Frédéric Back”. Por Joana Milliet.
Dia: 06 de junho
Hora: 15h30 às 17h
Sessão 33 – Sala 10050D

“Desafios das tecnologias à escola da Contemporaneidade: um diálogo com François Dubet e Henry Jenkis.” Por Lucinéia Batista.
Dia: 06 de junho
Hora: 13h30 às 15h
Sessão 27 – Auditório Artes

“O cineclube CineCCH e a produção de vídeos por universitários – reflexões iniciais.” Por Adriana Hoffmann Fernandes e Nilceia da Silva Lopes Lemos.
Dia: 06 de junho
Hora: 13h30 às 15h
Sessão 9 – Sala 12104F

“Interações dos jovens sobre cinema na cibercultura”. Por Kelly Maia Cordeiro.
Dia: 06 de junho
Hora: 13h30 às 15h
Sessão 30 – Sala RAV 114

Nos vemos lá!

Renata Gazé

21 de mai de 2013

Recebendo convidada do PROPED e Rompendo Barreiras- UERJ


Como grupo estamos sempre fazendo parcerias na construção das pesquisas que realizamos numa dimensão coletiva. As pesquisas do grupo não visam apenas a si próprias mas são pensadas em conjunto e constituem-se em parcerias teóricas, epistemológicas ou até mesmo de campos de pesquisa. Dessa forma, construir parcerias é parte da constituição de um grupo de pesquisa.

Foi pensando no nosso papel como integrantes de um grupo que se solidariza e atua em conjunto com seus integrantes, para além (apenas) da pesquisa individual de cada um, que convidamos e recebemos Valéria, mestranda do PROPED e coordenadora do Programa Rompendo Barreiras da UERJ, para falar de como tornar os textos (e-) acessíveis para pessoas cegas ou com baixa visão. Temos esse ano no grupo a entrada de Margareth e nossa parceria com ela nesse momento está sendo buscar formas de melhorar essa comunicação. A palestra/conversa de Valéria conosco no grupo foi nesse sentido de orientar-nos em relação ao envio de materiais que possam ser lidos por Margareth.

A consultoria de Valéria foi valiosa pois mostrou-nos que tornar um texto acessível é algo que deveria ser meta de todos os que postam e publicam materiais na rede. Através de sua história, seus relatos e suas orientações pudemos tirar dúvidas e – cada um do grupo - experimentará de forma responsável, as orientações dadas nos envios de materiais que formos disponibilizar, tendo sempre esse cuidado com nossa nova leitora.

Obrigada Valéria por suas orientações! Sucesso no seu projeto que ajuda a tantos estudantes da UERJ e de outras Universidades! Parabéns pelo trabalho realizado!

Adriana Hoffmann Fernandes 

7 de mai de 2013

Daniel Suárez no IX Encontro com pesquisadores do PPGEDU-UNIRIO



No IX Encontro de pesquisadores, no dia 29/04/13, a professora Dra. Cláudia Fernandes, coordenadora do mestrado em educação da UNIRIO, abriu o encontro trazendo a boa notícia sobre a parceria que está sendo firmada entre a UNIRIO e a UBA (Universidade de Buenos Aires), que possibilitará maior aproximação com os estudos desenvolvidos por estas universidades, prevista ainda para este ano letivo. Assim, passou a palavra à Dra. Carmen Sanches, vice-coordenadora do PPDEDU, responsável pela vinda do professor Dr. Daniel Suárez, atual diretor da faculdade de educação UBA, que falou sobre Investigação Educativa e Redes de Formação Docente: questões de pesquisa. Ele nos trouxe reflexões sobre pesquisa em Educação, levantando questões sobre a conversação em torno de narrativas docentes, práticas escolares e investigação pedagógica. Como contribuir para os docentes constituam não só uma comunidade de práticas, mas também de conhecimentos?
 
Daniel Suárez defende a perspectiva da investigação-ação co-participativa entre docentes e pesquisadores acadêmicos ou profissionais, para a recriação da memória pedagógica da escola. Ou seja, os educadores também são coautores no processo de pesquisa, a partir de suas experiências pedagógicas no cotidiano escolar, num intercâmbio de conhecimentos entre educadores e academia.

Outro ponto levantado foi a importância da narrativa. A narração supõe um caráter mais democrático do que outras formas de saber. Todos narramos, todos somos contadores de histórias, e os professores são excelentes contadores de histórias, que ficam confinadas ao recreio, à sala dos professores etc. A narrativa na pesquisa é uma forma de preservação da memória, de sistematização e produção de conhecimento pelos docentes que vivem experiências que, de outro modo, ficam restritas ao ambiente escolar, sem publicização e contribuição para o debate público sobre educação.

Suárez apontou, ainda, quais os procedimentos adotados por ele nesse tipo de pesquisa: escrever, ler, comentar e conversar em grupo de pares, voltando para a reescrita, releitura, novas conversas e comentários, num processo espiral, no qual se aprofunda a escrita, a reflexão sobre a prática docente e sua leitura. Assim, todos se repensam e repensam suas práticas no processo de investigação participação-ação, com a circulação do saber em coautoria com os próprios docentes narradores. Sublinhou que este procedimento só se torna possível em um ambiente institucional que o propicie. A ideia é de construção coletiva, num processo de autoformação, conformação e de ecoformação.
Essas reflexões, por vários motivos, colaboraram com o aprofundamento das discussões do grupo, que se dedica ao estudo das narrativas, quer pelo viés da recepção, quer pela produção audiovisual. Numa situação ou em outra, a narrativa assistida ou feita por ele mesmo é elemento constituidor formador dos sujeitos, ao compartilhar da narrativa de outros ou ao narrar sua história. Os sujeitos, nossos pesquisados, narram-se pelos seus vídeos, pelas escolhas do que assistem, pelas falas que trazem no contexto da pesquisa... Tornar públicas essas narrativas é dar a conhecer um pouco mais de nós mesmos, da educação, da nossa sociedade e de nossa cultura. Suárez traz, ainda, pontos significativos para pensarmos sobre o próprio processo do “pesquisar”: a relevância das questões de investigação para os sujeitos pesquisados, o respeito ao saber desse sujeito na pesquisa, a possibilidade de se olhar a pesquisa como processo de formação do pesquisador e do pesquisado, numa troca mútua de saberes e construção conjunta. Esses (entre outros) aspectos levantados na palestra nos ajudam a repensar nossa atuação como investigadores das ciências sociais e sua especificidade.

Margareth Olegário e Lucineia Batista
Foto: Igor Helal

Para conhecer mais:
SUÁREZ, Daniel. Docentes, narrativa e investigación educativa: la documentación narrativa de las prácticas docentes y la indagación pedagógica del mundo y las experiencias escolares. In:   SVERDLICK, Ingrid (org.) La investigacion educativa: uma herramienta de conocimiento y de acicón. Buenos Aires: Noveduc.