29 de mai de 2011

Palestra da Profª Maria Cecília de Souza Minayo

Algumas considerações feitas pela Mirna Juliana do Cine Narrativas sobre a palestra da Profª Maria Cecília de Souza Minayo no III Encontro com Pesquisadores que ocorreu no Auditório Paulo Freire no dia 24/05, que podem nos ajudar a pensar nossos trabalhos metodológicos. 


Os parâmetros científicos são dados pelo método. Todo assunto estudado deve ser problematizado, senão se torna um assunto do senso comum. Essa problematização deve ser embasada pela revisão teórica/literária.
Além da parte operacional se usa a criatividade para montar a pesquisa. É por aproximação e aperfeiçoamento que se faz a pesquisa qualitativa. A obra resultante da pesquisa qualitativa é uma obra interfertilizada.
Os seguintes elementos de um texto científico fazem com que qualquer texto possa ser lido por qualquer pessoa no mundo:
Conceitos – unidades de significação.
Categorias – formas de classificação.
Noções – conceitos inacabados, incompletos, obscuros.
Hipóteses –  aquilo que eu acho, mas não tenho certeza.
Vale ressaltar que a classificação ajuda a compor o conceito. Ambos, classificação e conceito, são históricos e se diferenciam de uma sociedade para a outra.
Científico é um trabalho que tem um método.
Na pesquisa social, sobretudo na pesquisa empírica, a intersubjetividade não é um defeito, ela é uma necessidade, pois não conseguirei fazer uma boa pesquisa se eu não tiver empatia com o meu objeto.

As Ciências Sociais podem ser caracterizadas sob os seguintes aspectos:
1º ponto: é uma ciência histórica; o objeto de estudo quase sempre são sujeitos.
2º ponto: é eminentemente qualitativa, isso não quer dizer que não seja levado em conta a quantitatividade. A pesquisa qualitativa está ligada à subjetividade dos sujeitos.
3º ponto: o seu objeto de estudo tem as mesmas características do sujeito. Ao se trabalhar com sujeitos a produção é ainda subjetividade que precisa ser trabalhada através do método. Se temos um bom método, melhor é a nossa produção em ciências sociais.
4º ponto: caráter ideológico das ciências sociais. Existe uma impossibilidade estrutural das ciências sociais de serem neutras. A objetivação do conhecimento será maior ou menor conforme o método, o conhecimento e experiência do pesquisador.

Minayo sempre que termina uma pesquisa leva os resultados para seu campo, chama as pessoas significativas do campo de pesquisa para conversar sobre o relatório preliminar da pesquisa antes de fazer o seu relatório final.

Livros da autora citados na palestra:
La artesania de la investigatión cualitativa
Comentários sobre o livro:
Pesquisa Social: teoria, método e criatividade
Comentários/resumos sobre o livro:
http://www.histedbr.fae.unicamp.br/res1_9.html
http://www.webartigos.com/articles/49268/1/RESUMO-DO-LIVRO-PESQUISA-SOCIAL-TEORIA-METODO-E-CRIATIVIDADE/pagina1.html
O desafio do conhecimento: pesquisa qualitativa em saúde
Comentários/resumos sobre o livro:
http://www.qir.com.br/?p=2906

Mirna Juliana Santos Fonseca

20 de mai de 2011

"O sujeito receptor da/na contemporaneidade", de Adriana Hoffmann Fernandes


Continuando as discussões sobre o papel do receptor, um outro texto que fará parte das leituras do nosso grupo de pesquisa é o da Profª. Drª. Adriana Hoffmann Fernandes, intitulado "O sujeito receptor da/na contemporaneidade".

Nesse texto, a professora lança uma reflexão sobre como o sujeito receptor está sendo pensado atualmente no mundo contemporâneo e refere-se ao termo sujeito entendendo-o como indivíduo ativo, sujeito de suas próprias escolhas. Como nos últimos anos o interesse pelo estudo do leitor, consumidor, receptor, usuário - não importa que nomes usemos para nomeá-los - tem se ampliado, a maciça presença deles só denota o quanto a preocupação com o sujeito tem permeado os estudos das diferentes áreas. Ele é o receptor na TV e no cinema, é o leitor na literatura, é o consumidor na propaganda, marketing e em alguns estudos de comunicação, é usuário no design mas acima de tudo, em todos, ele é sujeito. A autora considera o olhar para as questões do sujeito contemporâneo como interdisciplinar. Ela ressalta que a sociologia, a antropologia, a educação, a comunicação, o design e outras áreas acrescentam visões e complementam-se nessa construção. 

Esses são apenas pontos iniciais das inúmeras discussões sobre o sujeito receptor trazidas pelo texto. 

O texto on-line está disponível no site do Grupo de Pesquisa em Educação e Mídia (GRUPEM) coordenado pela Profª. Drª. Rosália Duarte da PUC-Rio. www.grupem.pro.br/docs/artigo8.pdf 

15 de mai de 2011

Roda de Leituras - O campo de pesquisa em Petrópolis


Este é mais um campo da pesquisa da UNIRIO O cinema e a narrativa de crianças e jovens em diferentes contextos educativos que ocorre em parceria com a pesquisa da UCP Formação do Leitor com Imagem & Textos em Rodas de Leitura. A proposta das rodas com filmes é uma pesquisa com a parceria entre os professores Adriana Hoffmann (UNIRIO) e Pedro Garcia (UCP), com o Ensino Médio integral no Colégio D. Pedro II em Petrópolis. As rodas com filmes são realizadas desde 2010 com a exibição de filmes e debates com jovens do Ensino Médio Integral.

Uma experiência que na abertura deste ano contou com a participação de jovens educandos de três turmas do 2° e 3° anos, professoras e pesquisadores na exibição do filme alemã datado de 2003, Adeus Lênin! No riquíssimo debate que se desenvolveu após o filmes, os jovens demonstraram sensibilidade a temática e intimidade com alguns recursos do cinema.

No segundo semestre Adeus Lênin será exibido no auditório Paulo Freire, no CINE CCH na UniRio. Será uma oportunidade imperdível pois estamos esperando que também resulte de intenso debate entre os espectadores.  Cada campo abre questões instigantes e este se mostra promissor!

Kelly Maia 

10 de mai de 2011

Leituras sobre o receptor

Nessas duas últimas semanas, nosso grupo vem estudando e debatendo o texto de Mauro Wilton de Souza "Recepção e comunicação: a busca do sujeito" em que o autor analisa as transformações ocorridas em diferentes campos teóricos nos modos de se pensar cultura, sociedade e comunicação. Discutindo sobre a relação emissor/receptor, sua leitura nos leva refletir sobre os sujeitos de nossas pesquisas junto com outros autores. Assim, aproximamos suas discussões as de outros estudos que contribuem para pensarmos em nosso trabalho. Uma dessas contribuições é o de Rosália Duarte sobre cinema e educação, que nos ajuda a pensar no espectador como sujeito. Ou seja, no espectador como alguém que também produz cultura e interage nos/com os meios de comunicação.

Thamyres Dalethese